O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, que representa o apogeu da arquitetura manuelina, apresenta o desgaste natural inerente ao tempo e ao tipo de material com que foi construído.
Desde 1999 foram empreendidos diversos estudos e levantamentos no sentido de identificar e caracterizar as diversas
patologias e as respectivas causas, elaborando-se depois um plano de intervenção.
Em 2012 coloca-se em prática o Plano de Conservação da Igreja dos Jerónimos, sendo desenvolvido em várias fases, interiores e exteriores, durante um período de 10 anos. Prevê-se que as obras estejam concluídas em 2022, mesmo a tempo de se comemorar o 5º centenário sobre a construção do monumento.
Como explica Ângelo Silveira, o arquiteto responsável pela obra, esta fase incide nas abóbadas da igreja e prevê a sua limpeza e a correcção dos problemas de desagregação das pedras que a compõem, através do preenchimento de falhas com uma argamassa apropriada.
Esta 2ª fase está orçada em 150mil euros e conta com o apoio do World Monument Fund Portugal, prevendo-se que fique concluída em maio de 2015.